Título: Zoellick diz que não crê em descolamento de emergentes
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Fonte: O Estado de São Paulo, 18/03/2008, Economia, p. B3

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse ontem que ¿nenhum país está imune à crise internacional¿. Mas disse também que aposta no crescimento da Índia e da China e o Brasil pode pegar carona no desempenho desses países e continuar exportando.

¿China e Índia mostraram boas taxas crescimento e isso tem impacto no Brasil, principalmente diante do fluxo de comércio que o Brasil tem¿, disse.

Mesmo assim, deixou claro que não acredita que haverá uma classe de países que não será afetada pela crise. Por alguns meses, uma das teses era de que as economias emergentes poderiam ficar fora da turbulência, já que os mercados fariam a distinção entre os que apresentam riscos e os demais.

¿Não acredito que países sejam imunes nem na tese de descolamento (dos emergentes)¿, afirmou. ¿Alguns efeitos no setores comercial e financeiro vão ser sentidos¿, afirmou.

Segundo ele, o primeiro estágio da crise, há seis meses, fez com que o risco dos emergentes subisse, mas acabaram recuando. ¿Agora, alguns emergentes que tentaram emitir papéis de suas dívidas no exterior não conseguiram o que esperavam.

Mesmo assim, ele destaca os novos pólos de crescimento. ¿O que é surpreendente na diferença entre esta crise e a dos anos 80 e 90 é o crescimento contínuo dos países emergentes. Isso é muito saudável.¿