Título: Desemprego em abril foi o menor da série histórica
Autor: Chiarini, Adriana
Fonte: O Estado de São Paulo, 22/05/2008, Economia, p. B4

No mês passado, a taxa média das seis regiões metropolitanas do País foi de 8,5%, segundo o IBGE

A taxa de desemprego no mês passado foi de 8,5%, na média das seis principais regiões metropolitanas do País. Foi a menor taxa para meses de abril da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada, com essa metodologia, em março de 2002. A segunda taxa mais baixa da pesquisa é a de abril do ano passado, de 10,1%.

O levantamento trouxe outra boa notícia: a renda média dos trabalhadores, descontada a inflação, subiu para R$ 1.208,10, o maior patamar desde outubro de 2002, quando havia alcançado R$ 1.274,03. Foi também o nível mais alto para meses de abril nos últimos seis anos, só perdendo para abril de 2002, quando ficou em R$ 1.228,36.

Apesar de o recuo da taxa de desemprego de 8,6% para 8,5% de março para abril configurar estatisticamente uma estabilidade, a taxa de abril foi recebida como um indicador de tendência positiva para 2008.

¿Pela primeira vez na série histórica atual, nós vemos um declínio consistente no desemprego nesta época do ano¿, disse a economista do Unibanco Giovanna Rocca. Para ela, ¿melhores condições de emprego devem continuar estimulando o consumo nos próximos trimestres e aumentando as preocupações do Banco Central com a inflação¿.

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) destacou, entre os resultados da PME, o aumento de 4,3% no número de pessoas trabalhando em relação a abril de 2007. ¿A última vez que foi registrado um porcentual semelhante ocorreu em outubro de 2004, época de um crescimento econômico ainda maior do que o Brasil está presenciando¿, apontou a análise do instituto.

A qualidade de trabalho melhorou, principalmente pelo crescimento do emprego com carteira assinada no setor privado, excluindo empregados domésticos, que foi de 1,5% em relação a março e de 9,9% na comparação com abril de 2007. A participação desses empregados na força de trabalho aumentou de 42,1% em abril de 2007 para 44,3% em abril deste ano. Esse grupo somado ao de militares e funcionários públicos estatutários totalizam 54,9% da população ocupada, o mais alto percentual de toda a série da pesquisa.

A indústria foi um dos setores que respondeu pela maior quantidade de criação de novos empregos em abril em relação a março, com aumento de 1,6%. De acordo com o gerente da PME, Cimar Azeredo, este fato significa aquecimento ¿não só da indústria, mas de toda a atividade econômica¿, já que o setor industrial é um dos maiores termômetros de demanda interna.

Em São Paulo, a taxa de desemprego permaneceu em 9,4% da população economicamente ativa, mesmo nível de março, mas caiu ante abril de 2007, quando foi de 11,6%. Cimar Azeredo observou que em São Paulo, região metropolitana de mais alta renda média entre as seis pesquisadas, houve estabilidade e até uma leve redução do rendimento médio real habitual de 0,2% em abril em relação a março. COLABOROU CAROLINA RUHMAN

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