Título: Sem avanço, PAC fica fora de publicidade oficial
Autor: Leal, Luciana Nunes
Fonte: O Estado de São Paulo, 17/05/2008, Nacional, p. A11

Campanha publicitária de R$ 40 milhões enfoca projetos já iniciados e geração de emprego

A primeira campanha publicitária produzida para o governo federal pelas agências Propeg, Matisse e 141/Soho Square, que venceram licitação feita em janeiro, vai entrar em exibição na terça-feira. O trabalho, que consumirá R$ 40 milhões dos R$ 124 milhões reservados para a propaganda oficial neste ano, deixará de fora o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principal projeto do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Propulsor da ministra Dilma Rousseff como possível candidata à sucessão presidencial, o PAC ainda não tem o que mostrar. O entendimento é que o cidadão precisa ser informado de obras já avançadas e principalmente de realizações como geração de emprego e aumento da renda, que têm efeito prático na vida das pessoas. O PAC, por enquanto, é mais um conjunto de intenções, com várias obras sem projeto concluído nem licença ambiental ou data para começar.

A menos de cinco meses das eleições municipais, o governo fará durante dez dias inserções sobre um programa de âmbito nacional e, ao longo de junho, divulgará projetos federais específicos para cada Estado.

A idéia central é explicar ao espectador o mote usado na última campanha, ¿Mais Brasil para mais brasileiros¿. Pesquisas de opinião mostraram que as pessoas não tinham entendido bem o significado do slogan. Por isso, o novo bordão será ¿Isso é mais Brasil para mais brasileiro¿ e várias propagandas regionais serão protagonizadas por pessoas com o sotaque local. Os programas estaduais estão em fase de elaboração. Um dos poucos concluídos é o de Minas, que apresentará o programa de agricultura familiar, as obras nas estradas federais e a ampliação dos Centros Federais de Educação Tecnológica (Cefets). O programa nacional terá 1 minuto de duração e os estaduais, 30 segundos.

¿Estamos prestando contas à sociedade das ações de governo em andamento no País. O que fizemos no ano passado era uma abordagem geral. Agora, será regionalizada¿, afirmou o secretário de Comunicação Integrada da Secretaria de Comunicação de Governo (Secom), José Otaviano Pereira.

Segundo Otaviano, a previsão inicial de R$ 150 milhões de gastos em publicidade federal foi reduzida, na revisão orçamentária, para R$ 124 milhões. Além da TV, os programas estaduais serão veiculados também no rádio e haverá propaganda na mídia impressa e na internet, com o portal www.maisbrasil.gov.br. No segundo semestre, nova campanha será deflagrada, dessa vez, segundo o secretário, com temas de utilidade pública.

Cada uma das três agências foi encarregada de produzir os programas de um grupo de Estados. A Matisse ficou com São Paulo, Estados do Norte, Alagoas, Piauí e Maranhão. À Propeg ficaram reservados os programas dos outros Estados do Sudeste, Sul e parte do Centro-Oeste. A multinacional 141/Soho Square fará as inserções do Distrito Federal, de Goiás e de Estados nordestinos, além do Acre.