Título: Convenções definem quadro em SP
Autor: Amorim, Silvia
Fonte: O Estado de São Paulo, 08/06/2008, Naciona, p. A16

Até o final do mês serão conhecidos todos os candidatos a prefeito e vereador; DEM ainda acena para o PSDB

Em clima de disputa e de muitas incertezas, será aberta nesta terça-feira a temporada de convenções partidárias que vão oficializar os candidatos à Prefeitura de São Paulo na eleição de outubro. A decisão mais esperada é a do PSDB. O partido trava há pelo menos seis meses uma guerra interna para definir se terá candidato próprio - o ex-governador Geraldo Alckmin - ou se apoiará a reeleição do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Dos nanicos aos mais robustos, todos os partidos já marcaram seu encontro. A largada será dada, no dia 10, pelo PR. A estréia, entretanto, não promete fortes emoções. A sigla já anunciou no mês passado que não lançará candidato e apoiará Kassab. O encontro servirá apenas para formalizar a aliança.

Primeiro a se declarar postulante ao cargo - em janeiro já dizia ser ¿candidato natural¿ na disputa - , Kassab também puxará a fila desta vez. Será a primeira candidatura a ser oficializada em convenção. O evento está marcado para o próximo sábado, na Assembléia Legislativa, com presença garantida de líderes do DEM e dos partidos aliados - PR, PV e PMDB.

A legislação eleitoral determina que as convenções - reuniões que cada legenda tem de fazer para confirmar seu candidato a prefeito e os postulantes ao cargo de vereador - sejam realizadas entre os dias 10 e 30 deste mês. Depois, os partidos têm até 5 de julho para encaminhar à Justiça Eleitoral o registro das candidaturas.

Em 2004, foram 14 candidatos a prefeito na capital. A expectativa é de que neste ano seja algo perto disso.

VICE EM ABERTO

¿Vamos deixar em aberto nossa vaga de vice. Da nossa parte há esperança de que o PSDB venha se juntar a nós¿, afirmou o presidente municipal do DEM, Carlos Apolinário, um dos defensores da manutenção da aliança PSDB-DEM na cidade.

A convenção dos tucanos está marcada para o dia 22 e promete entrar para a história do partido em São Paulo por dois motivos. O primeiro é uma causa nobre: o partido comemorará seu aniversário de 20 anos no encontro. O segundo é bem menos majestoso: se o racha entre a candidatura de Alckmin e o apoio a Kassab continuar até lá, será a primeira vez que a legenda marchará para uma convenção sem um nome de consenso, escancarando as entranhas de uma disputa interna que se arrasta há anos entre os grupos do governador José Serra e do ex-governador Alckmin.

Outro encontro que pode registrar temperaturas elevadas é o do PP, no dia 21. Os deputados Paulo Maluf e Celso Russomanno brigam para ser o candidato a prefeito. ¿O partido é uma pirâmide. O que vem de cima deve ser cumprido¿, diz Russomanno, referindo-se a uma decisão da Executiva Nacional do PP que o declarou pré-candidato à prefeitura. Ele não descarta levar o caso à Justiça, se não houver um entendimento. Maluf não falou sobre a disputa.

Em clima bem diferente do ato dos adversários tucanos, o encontro do PT aclamará, por unanimidade, a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy como candidata à sucessão paulistana. A festa petista, no dia 29, encerra a temporada de convenções. No mesmo fim de semana, será a vez dos partidos do ¿bloquinho¿ decidirem seu futuro. No dia 28, PSB e PDT anunciam se saem juntos ou com candidatos próprios. No dia seguinte, o PC do B toma a sua decisão.

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