Título: PT quer ouvir tucanos sobre o caso Alstom
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Fonte: O Estado de São Paulo, 01/06/2008, Nacional, p. A11
Bancada na Assembléia tentará levar ex-secretários à CPI da Eletropaulo
Deputados do PT na Assembléia de São Paulo preparam requerimento de convocação de um secretário do governo José Serra (PSDB) e de dois ex-secretários de Estado nos governos dos tucanos Mário Covas e Geraldo Alckmin, além de executivos e ex-dirigentes do Metrô, para prestarem depoimento no caso Alstom. O requerimento, iniciativa do líder do PT na Casa, Roberto Felício, será submetido à CPI da Eletropaulo.
Entre os que deverão ser chamados estão David Zylberstajn, secretário de Energia na gestão Covas, Andrea Matarazzo, atual secretário municipal de Coordenação de Subprefeituras da Capital e secretário estadual de Energia de fevereiro a agosto de 1998, e Mauro Arce, secretário de Transportes de Serra e também ex-secretário de Energia.
A estratégia dos oposionistas foi acertada na sexta. Diante de improvável CPI para investigar suposto esquema de propinas da multinacional francesa, o PT recorreu à CPI que apura privatização da Eletropaulo, em 1998.
A convocação de Zylberstajn já havia sido aprovada no âmbito dessa CPI, antes do caso Alstom. Arce e Matarazzo serão chamados por outro requerimento. ¿Não estamos dizendo que eles estão envolvidos, mesmo porque as autoridades suíças não fizeram referência a nomes¿, anotou Felício, que pede CPI da Alstom. ¿O caso está sendo investigado pelo Ministério Público suíço. Não vamos investigar?¿
¿Eu nem sequer sabia da existência da Alstom, não tinha relacionamento nenhum¿, declarou Zylberstajn. ¿Quando a privatização aconteceu eu já não fazia parte do governo. Não tenho qualquer conexão com o problema noticiado. Não tenho conhecimento do que se trata. São mais de dez anos. Eu já não estava no governo no caso Alstom. Não me furtarei a atender a qualquer pedido (da CPI).¿
Matarazzo, por meio de sua assessoria, disse que não vai falar enquanto não for comunicado sobre o requerimento. Arce, também por sua assessoria, disse que ¿não há problema algum¿.