Título: PSOL avalia pedir cassação de deputados
Autor: Lopes, Eugênia; Recondo, Felipe
Fonte: O Estado de São Paulo, 23/06/2008, Nacional, p. A7

Suspeitos de integrar um esquema de desvio de verbas de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os deputados mineiros João Magalhães (PMDB) e Ademir Camilo (PDT) correm o risco de serem processados no Conselho de Ética da Câmara. A bancada do PSOL se reúne esta semana para decidir se pede a cassação dos dois deputados por falta de decoro parlamentar.

¿Não queremos fazer uma representação contra esses dois deputados que acabe sendo arquivada pelo Conselho de Ética. Queremos ter mais indícios, mais elementos¿, afirmou ontem o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ). Os nomes de Magalhães e de Camilo apareceram na Operação João-de-Barro, da Polícia Federal, deflagrada em 7 Estados e no Distrito Federal na sexta-feira.

A investigação apontou que os dois parlamentares destinavam emendas do Orçamento para municípios que controlavam politicamente em troca de propina de 10%. Magalhães e Camilo são investigados por crimes de corrupção, tráfico de influência, concussão e formação de quadrilha. Ambos negaram as acusações e afirmaram não ter emendas no Orçamento-Geral da União para obras do PAC.

Esta é a segunda vez que Magalhães, que está em seu quarto mandato, é suspeito de desvio de verbas públicas. Em 2006, o nome do peemedebista apareceu na CPI dos Sanguessugas, sob a acusação de ter feito acordo com Luiz Antônio Vedoin, dono da Planam, para compra de ambulâncias superfaturadas com recursos orçamentários.

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