Título: Lula indica filho de Chinaglia para o Cade
Autor: Sobral, Isabel; Lu Aiko Otta
Fonte: O Estado de São Paulo, 20/06/2008, Economia, p. B10

Arthur Badin, hoje procurador-geral, deve assumir presidência do conselho

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou ontem o advogado Olavo Zago Chinaglia, filho do presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para uma vaga no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). No mesmo ato, indicou Arthur Badin para substituir Elizabeth Farina na presidência do conselho.

Para outras duas vagas que serão abertas em breve, o presidente indicou Vinícius Marques de Carvalho e Carlos Emmanuel Joppert Ragazzo. Todos os indicados terão de ser sabatinados pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

No fim de julho e início de agosto, quatro conselheiros deixarão o Cade por terem seus mandatos encerrados: a presidente, Elizabeth Farina, Luiz Carlos Prado, Ricardo Cueva e Luís Fernando Rigato.

Olavo Chinaglia não é um total desconhecido na área. É doutor em Direito Comercial pela USP, professor licenciado da Fundação Armando Álvares Penteado e atua como advogado em processos de fusão e aquisição de empresas.

O indicado para a presidência, Arthur Badin, atualmente é procurador-geral do Cade. Trabalha no sistema brasileiro de defesa da concorrência desde 2003. Ele foi chefe de gabinete da Secretaria de Direito Econômico quando o titular era Daniel Goldberg e, desde dezembro de 2005, está na procuradoria do Cade.

No início do primeiro governo Lula, Badin trabalhou na Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda e auxiliou na elaboração de reformas microeconômicas, como a nova Lei de Falências.

Vinícius de Carvalho também é advogado e gestor público concursado. Hoje é chefe de gabinete da Secretaria Especial dos Direitos Humanos.

Carlos Ragazzo, advogado e especialista em políticas públicas, é, atualmente, coordenador-geral de Defesa da Concorrência da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda.

As sugestões foram feitas pelo Ministério da Justiça. O Cade é formado por sete integrantes, mas, desde o início do ano, está funcionando com apenas seis.

O sétimo é o economista Enéas de Souza, que trabalha numa fundação de pesquisa econômica ligada ao governo do Rio Grande do Sul. Embora esteja aprovado pelo Senado desde 22 de abril, o economista não tomou posse no Cade porque sua liberação pelo governo gaúcho ainda não foi concluída.