Título: Marta pede que Deus a livre de novas taxas
Autor: Oliveira, Clarissa; Brandt, Ricardo
Fonte: O Estado de São Paulo, 14/08/2008, Nacional, p. A8

Para diminuir rejeição na classe média, ex-prefeita prometeu baixar a alíquota do ISS

Em mais um passo da estratégia para tentar diminuir sua rejeição na classe média, a petista Marta Suplicy começou a dar alguns detalhes da proposta de redução de carga tributária, prometida desde o início da corrida eleitoral, e se comprometeu a baixar a alíquota do Imposto Sobre Serviços (ISS). O tributo, um dos pilares da arrecadação municipal, representou 52% dos R$ 9,1 bilhões em receitas tributárias registradas no ano passado pela prefeitura paulistana.

¿A única que pode garantir que não vai aumentar taxas nunca mais sou eu, pela minha própria experiência¿, disse a petista, ao ser indagada se criaria impostos, em debate na Fundação Armando Álvares Penteado. ¿Deus me livre, nunca mais¿, respondeu. Ela não detalhou em que grau a diminuição poderia ocorrer. ¿No ISS percebemos que é possível haver redução. Quanto, como, se vai ser só essa, ainda não batemos o martelo.¿

Marta também retomou ataques à gestão do prefeito Gilberto Kassab, que disputa a reeleição pelo DEM. A petista disse ter isentado 1 milhão de residências do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) quando foi prefeita, número que, segundo ela, caiu para cerca de 800 mil.

Em nota, por sua assessoria, Kassab reagiu: ¿Marta deveria ter vergonha de falar em taxas e impostos depois de ter saído da prefeitura com o apelido de `Martaxa¿¿. A campanha informou que a atual gestão acabou com as taxas do lixo e iluminação.

FOGO CRUZADO

O candidato à reeleição, por sua vez, comparou ontem a petista ao ex-prefeito Celso Pitta, ao comentar a situação em que os dois deixaram as finanças da prefeitura ao término de seus governos. Ele acusou Marta de ter deixado dívida de R$ 800 milhões, sem dinheiro em caixa para pagar.

¿Todos sabem que era muito mais, mas foi tanta maquiagem que não podemos aqui, do ponto de vista jurídico, afirmar isso¿, disse o prefeito. Pitta governou a cidade de 1997 a 2000 e foi sucedido pela petista (2001-2004).