Título: Sobe para 119 número de mortos por onda gigante
Autor: AP; Reuters; AFP
Fonte: O Estado de São Paulo, 01/10/2009, Internacional, p. A14

Paredes de água de até 6 metros, provocadas por tremor, dizimam vilas nas Ilhas Samoa e Tonga, no Pacífico Sul Equipes de resgate trabalharam ontem para encontrar sobreviventes nas Ilhas Samoa e Tonga, no Pacífico Sul, que foram atingidas na terça-feira por um tsunami que arrasou vilarejos inteiros e deixou ao menos 119 mortos.

Imagens de TV mostraram casas partidas ao meio, carros no mar ou em cima de árvores, barcos de pesca virados na praia. As ondas de até 6 metros atingiram as ilhas 15 minutos após um terremoto de 8,3 graus na escala Richter.

O governo de Samoa confirmou que 83 pessoas morreram, e afirmou que o número de vítimas pode aumentar. Filomina Nelson, chefe do departamento de desastres, disse que a maioria dos corpos resgatados era de idosos e crianças. Segundo ela, 20 vilarejos foram dizimados e todos os resorts turísticos no sul da ilha foram destruídos.

Apia, a capital de Samoa, estava completamente deserta na tarde de ontem. "Foi como se uma bomba tivesse explodido aqui. Só há destroços e concreto por todos os lados", disse o radialista Joey Cummings.

Em Samoa Americana, que é território dos EUA, ao menos 30 pessoas morreram. As ruas da capital, Pago Pago, estavam ontem cobertas de destroços, lama e carros virados. Vários prédios na cidade foram transformados em montes de concreto.

O presidente Barack Obama declarou estado de emergência na Samoa Americana e enviou um avião C-130 para distribuir ajuda. Veículos militares atravessavam a ilha ontem, carregando médicos e enfermeiros para atender os feridos, além de comida, água e outros mantimentos para os sobreviventes.

Na vizinha Ilha de Tonga, outras seis pessoas foram mortas pelo tsunami.

Até a noite de ontem não estava claro que tipo de alerta os moradores das ilhas receberam após o terremoto. Algumas pessoas foram avisadas a tempo de conseguir escapar do tsunami.

No entanto, o sistema de aviso da Unidade de Segurança Global falhou na avaliação do impacto do tsunami em tempo real, por causa de um problema no computador.