Título: Em nome do G-20, FMI estuda taxar instituições financeiras globalmente
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Fonte: O Estado de São Paulo, 03/10/2009, Economia, p. B9

Agindo em nome dos líderes do G-20, o Fundo Monetário Internacional (FMI) examina como um imposto sobre as instituições financeiras poderá ser aplicado globalmente.Tanto o montante quanto o uso do dinheiro obtido com a taxa não foram definidos.

O ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, disse quando os ministros se encontraram recentemente em Pittsburgh (EUA) que eles discutiram o uso de recursos para ajudar a financiar os países em desenvolvimento durante as crises.

Outra possibilidade, seria "pré-financiar um fundo de empréstimos" para gerir instituições financeiras consideradas "muito grandes para falir", informou o Wall Street Journal.

O vice-diretor-gerente do FMI, John Lipsky, comparou a taxa proposta a sistemas de seguros de depósitos nos quais os bancos pagam uma reserva que serve para reembolsar os correntistas quando um banco vai à falência.

Lipsky afirmou que o Fundo precisa considerar se apenas instituições financeiras deveriam ser taxadas.

A missão dada pelo G-20 ao FMI tem sido retardada. De acordo com comunicado do G-20 , espera-se que o Fundo informe até a primavera (no Hemisfério Norte) de 2010, como o setor financeiro "pode fazer uma contribuição justa e substancial para pagar por qualquer encargo associado a intervenções do governo para reparar o sistema bancário".

No começo deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o governo poderá avaliar novas taxas contra companhias financeiras engajadas no que ele classificou como "transações não convencionais", com o objetivo de proteger os contribuintes. O governo não deu prosseguimento a ações após os comentários.

Nem o G-20 nem o Fundo Monetário Internacional discutiram o tamanho de um potencial imposto.