Título: Concorrência interna é pequena
Autor: Froufe, Célia ; Otta, Lu Aiko
Fonte: O Estado de São Paulo, 12/10/2009, Economia, p. B4

As novas regras para a exploração de potássio e fósforo no Brasil não estão prontas, mas uma coisa é certa: elas vão procurar aumentar a concorrência no mercado interno. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, mandou fazer um levantamento que mostra que o fornecimento de fertilizantes no País é dominado por três empresas: Bunge, Yara e Mosaic.

"No final, a concorrência é praticamente nenhuma, porque são três empresas e elas têm sociedades cruzadas", afirmou. "É uma situação complicada: milhões de sujeitos comprando e dois ou três controlando a venda.""

O ministro não acha, porém, que a alta concentração no mercado brasileiro possa ser contornada com medidas na área de defesa da concorrência. "Acho que não é o caminho, até porque não estamos contra elas", disse. Ele entende que as empresas buscam maximizar seus lucros, o que é legítimo. O problema está no governo, que falha ao regulamentar o setor.

A falta de concorrência facilita que as empresas de fertilizantes aumentem seus lucros, segundo mostra levantamento feito pelo Ministério da Agricultura. "Eles controlam os preços de forma que quando um produto agrícola sobe de preço eles vão lá e abocanham uma parte."