Título: Suplicy se livra de investigação por desfilar de sunga para TV
Autor: Pires, Carol
Fonte: O Estado de São Paulo, 20/10/2009, Nacional, p. A8
O corregedor-geral do Senado, senador Romeu Tuma (PTB-SP), desistiu de abrir investigação contra o senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que, na quarta-feira da semana passada, desfilou pelos corredores da Casa trajando uma sunga vermelha por cima da calça social. A brincadeira do senador atendeu a um pedido da apresentadora da Rede TV!, Sabrina Sato, que alegou que ele ficaria parecido com o "Super-homem" se vestisse a indumentária. Após o ocorrido, Suplicy foi alvo de críticas de senadores que o acusaram de quebrar o decoro parlamentar.
Tuma pretendia, ao final da investigação, advertir Suplicy sobre a má repercussão do fato. Ontem, no entanto, o corregedor anunciou que vai apenas produzir um relatório sobre como se comportar em entrevistas a programas de humor e distribuí-lo aos senadores. "Este episódio serviu de alerta de que tem coisas que a gente deve aceitar e outras não", disse o corregedor.
Na avaliação de Tuma, o Senado está em processo de restabelecimento da imagem perante a opinião pública e abrir investigação contra Suplicy neste momento "causaria um problema maior". "Ele tomou as providências para evitar que a cena fosse exibida, também me telefonou no sábado para explicar o ocorrido, as informações foram confirmadas pela Sabrina Sato. Então, eu achei melhor não dar corda para isto e evitar que o senador seja levado ao Conselho de Ética".
A cena na qual Suplicy desfila pelo Senado com a sunga vermelha não foi exibida pelo programa Pânico na TV!, que foi ao ar na noite de domingo. O desfile durou cerca de um minuto e o senador defendeu-se dizendo que o pedido da apresentadora foi "amável". Em nota à imprensa, ele informou que conversou com os produtores do programa e pediu que a cena fosse cortada da reportagem.
Os produtores atenderam ao pedido porque não tiveram a intenção de provocar nenhuma ofensa ou diminuição de sua imagem ou do Senado, afirmou o senador. "Estou de acordo, conforme tantos amigos me disseram, que teria sido melhor não ter atendido ao insistente apelo de Sabrina", concluiu.