Título: Sem acordo, disputa cambial fica de fora da declaração final
Autor: Trevisan, Cláudia
Fonte: O Estado de São Paulo, 18/11/2009, Internacional, p. A12
A questão do regime cambial chinês não foi tratada na declaração conjunta assinada ontem em Pequim por EUA e China e ganhou apenas uma menção do presidente Barack Obama nas declarações que fez após o encontro que manteve com o presidente chinês, Hu Jintao.
Os americanos sustentam que o yuan está artificialmente desvalorizado em relação ao dólar, o que dá aos chineses uma vantagem competitiva injusta na exportação de seus produtos. A pressão pela apreciação da moeda chinesa é um tema recorrente da agenda bilateral, mas não entrou na declaração final, em evidente sinal de falta de acordo.
Nos comentários que fez ao lado de Hu Jintao, Obama se referiu a "declarações passadas" para se dizer satisfeito com o compromisso chinês de caminhar na direção de um sistema de câmbio mais flexível, orientado pelo mercado.
Esse compromisso aparece nas declarações de Pequim pelo menos desde a reforma do regime cambial, em 2005, mas os movimentos nessa área têm sido mais lentos que os desejados por Washington. Depois de se apreciar 20% até meados de 2008, o yuan se mantém estável no patamar de 6,8 por US$ 1.