Título: Exército vai proteger Enem por R$ 1,26 mi
Autor: Paraguassú, Lisandra
Fonte: O Estado de São Paulo, 19/11/2009, Vida&, p. A23

MEC repassou valor à Defesa, que fará a segurança

A conta do vazamento do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) só aumenta. O Ministério da Educação repassou ontem para o Ministério da Defesa R$ 1,26 milhão para custear as despesas das Forças Armadas na segurança da distribuição da prova. A entrega, que antes do adiamento do exame seria feita pelo consórcio contratado, está a cargo dos Correios, mas o MEC pediu ajuda para garantir a segurança no trajeto.

Depois de impressas na capital paulista, as provas serão levadas ao 4º Batalhão de Infantaria Leve e ao 2º Batalhão de Polícia do Exército, em Osasco (SP). De lá, serão retiradas pelas equipes dos Correios que farão a distribuição. A nova prova será nos dias 5 e 6 de dezembro.

Os comboios serão acompanhados por grupos de soldados até cada um dos 64 pontos de onde os exames serão distribuídos para todo o País. Também participam do esquema de segurança a Polícia Federal, a Marinha e a Aeronáutica.

No total, o custo da nova edição do Enem já alcança R$ 133,2 milhões. São R$ 132 milhões para a reimpressão e aplicação das provas, além do R$ 1,2 milhão para a segurança. A estimativa inicial do ministério era investir cerca de R$ 144 milhões no Enem. No entanto, com os R$ 35 milhões gastos com a impressão das provas que foram canceladas - e que o MEC tentará obter de volta na Justiça - o orçamento já foi ultrapassado.

Em 30 de setembro, o Estado foi procurado por um homem que dizia ter em mãos a prova do Enem. Em um encontro, o homem pediu R$ 500 mil por ela. O Estado não compra informações. A reportagem pôde folhear o exame e decorar algumas questões.

O ministro Fernando Haddad foi avisado. O cofre onde estava a prova, em Brasília, então foi aberto. Por volta da 1 hora de 1º de outubro, o MEC confirmou que se tratava do Enem e cancelou o exame. Cinco pessoas foram indiciadas.