Título: Casos se repetem desde a época de Figueiredo
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Fonte: O Estado de São Paulo, 25/11/2009, Nacional, p. A6
Não é a primeira vez que a família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desfruta da estrutura da Presidência. Em 2005, outro filho do presidente, Luís Cláudio, viajou em avião da Força Aérea Brasileira (FAB) com mais 14 amigos para passar férias no Palácio da Alvorada. Na época, estimou-se que a mordomia, que incluiu até passeio em uma lancha oficial, tenha custado algo em torno de R$ 38,5 mil.
A prática não é exclusividade do governo Lula. Em 1981, ainda no governo de João Baptista Figueiredo, quem ganhou o noticiário foi o então ministro da Fazenda, Ernane Galvêas. Ele desviou a rota de um avião da Varig, que seguiria diretamente para o Rio, para que pudesse desembarcar em Brasília.
No final dos anos 90, o Ministério Público Federal chegou a propor uma ação por improbidade administrativa contra membros do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, por usarem aeronaves da FAB para viagens particulares. Na lista, estavam o ministro Clóvis Carvalho (Casa Civil) e Geraldo Brindeiro, procurador-geral da República, que teriam usado aviões oficiais para ir a Fernando de Noronha.
FHC passou por um novo questionamento no uso dos aviões em 2002, envolvendo sua filha Luciana Cardoso. Na época atuando como secretária do tucano, ela teve de explicar o uso de um helicóptero para ir à fazenda Córrego da Ponte, em Buritis. A viagem teve por objetivo averiguar estragos causados por uma invasão do Movimento dos Sem-Terra (MST) à propriedade.