Título: Collaço acusa PMDB e sofre processo
Autor: Mendes, Vannildo
Fonte: O Estado de São Paulo, 04/12/2009, Nacional, p. A6

O empresário Alcyr Collaço virou personagem de outra polêmica. Em mais um vídeo gravado por Durval Barbosa, o secretário do governo Arruda (DEM-DF) que detonou o esquema do "mensalão do DEM" no Distrito Federal, Collaço aparece contabilizando uma suposta propina paga ao PMDB.

Ontem, Michel Temer (SP), presidente nacional do partido, e os deputados Eduardo Cunha (RJ), Henrique Eduardo Alves (RN) e Tadeu Filippelli, que preside o partido no DF, divulgaram notas negando a propina e anunciando que vão processar o empresário.

Na gravação, Barbosa afirma que Arruda "dava 1 milhão por mês para Filippelli". Collaço diz que investigou o assunto e dá a versão dele: "É 800 pau (sic). Quinhentos pro Filippelli, 100 para o Michel, 100 para Eduardo, 100 para Henrique Alves." Temer considerou "uma vilania sem tamanho" a citação de seu nome no vídeo. Henrique Alves, líder do partido na Câmara, disse que as citações eram "incabíveis e despropositadas''.

Eduardo Cunha chamou Barbosa e Collaço de "meliantes". Filippelli afirmou que se tratava de um jogo para envolver o nome dele na Operação Caixa de Pandora. Sem citar Joaquim Roriz (PSC), Filippeli levantou a suspeita de que o ex-governador esteja se vingando por ter perdido o comando do PMDB