Título: Crise não abalou o mercado
Autor: Chacra, Gustavo
Fonte: O Estado de São Paulo, 14/12/2009, Vida&, p. A16
Empresas que levam aos EUA veem demanda maior
A visibilidade que o Brasil ganhou com o desempenho da economia na crise tornou os estudantes brasileiros mais atraentes. É o que analisam representantes das principais empresas de intercâmbio atuantes no País. A crise, segundo eles, não afetou o mercado, já que em épocas economicamente críticas as pessoas tendem a investir mais em educação.
"O objetivo é internacionalizar o currículo", afirma Fabiane Fernandes, gerente de produtos da CI, que registrou um crescimento de 22%, em relação a 2008 na procura por programas em universidades estrangeiras.
O gerente de high school (ensino médio norte-americano) da Student Travel Bureau , Bruno Seixas, diz que em 2008 a empresa registrou um aumento de 40% na demanda.
"Quando acaba crise e o mercado começa a contratar as pessoas querem estar preparadas." Para ele, os investimentos que o Brasil tem feito em educação nos últimos anos deixaram o País em voga. "É impressionante a receptividade que os brasileiros têm lá fora."
Uma das maiores e mais prestigiadas universidades dos EUA, Harvard também não diminuiu as bolsas para brasileiros em razão da crise. Há 76 brasileiros estudando no local - mas o número deve ser maior, já que não inclui os com dupla cidadania.
Para estudar nos EUA, o planejamento deve começar no mínimo um ano antes. Cada curso exige prazos e documentações específicas. Para escolher, o estudante deve consultar empresas e instituições que atuam na área de interesse, além de buscar no consulado informações sobre documentos. O paulista Ariel Beer Honigsman, de 22 anos, embarca para a Flórida no Natal para um curso de negócios internacionais. Ele escolheu os EUA por meio do convênio com sua universidade. "É a oportunidade para aprender com professores que fazem parte do berço do marketing."