Título: Estatal tem o maior lucro da história
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Fonte: O Estado de São Paulo, 17/08/2010, Economia, p. B3
A Petrobrás registrou, no primeiro semestre de 2010, o maior lucro da história para uma empresa brasileira de capital aberto. Com o lucro de R$ 16,021 bilhões entre janeiro e junho, a empresa ultrapassa o próprio recorde anterior, dos seis primeiros meses de 2008, de R$ 15,70 bilhões - que permanece sendo o segundo maior da história das empresas brasileiras listadas em bolsa para o período. A empresa aparece ainda em outras oito posições desse ranking, elaborado pela consultoria Economática.
Para a estrategista-chefe da Ativa Corretora, Mônica Araújo, a alta no preço das commodities e o aumento da produção explicam o recorde. A cotação média do petróleo Brent subiu cerca de 50% no semestre, atingindo US$ 77,27 o barril.
Mas o ranking mostra que o primeiro semestre de 2010 foi um período de grandes lucros também para outras empresas brasileiras. A Vale, por exemplo, teve o oitavo maior lucro das companhias de capital aberto entre janeiro e junho, de R$ 9,5 bilhões. O valor só é inferior ao do primeiro semestre de 2007, de R$ 10,9 bilhões, que a coloca em quinto lugar neste mesmo ranking. "A mudança na precificação do minério de ferro, que era anual e passou a ser trimestral, fez com que o preço do produto subisse, motivando o bom resultado da Vale", explica o analista da corretora SLW, Pedro Galdi, que prevê outro recorde para a empresa neste segundo semestre.
Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco são as outras empresas de capital aberto cujos lucros no primeiro semestre de 2010 aparecem na lista. O Itaú Unibanco lucrou R$ 6,3 bilhões, maior valor já registrado por um banco brasileiro de capital aberto, que o coloca na décima segunda colocação. O lucro do Banco do Brasil foi de R$ 5,07 bilhões, a décima sexta colocação entre os maiores da história. O Bradesco registrou R$ 4,5 bilhões, ficando no vigésimo lugar. "O principal motivador dos grandes lucros dos bancos brasileiros é o aumento do crédito, que deve ser da ordem de 20% a 25% este ano, e está aliado à melhoria da qualidade da carteira", diz Daniel Malheiros, analista da Spinelli Corretora.