Título: G-20 listará bancos grandes demais para falir
Autor: Trevisan, Cláudia ; Dantas, Fernando
Fonte: O Estado de São Paulo, 11/11/2010, Economia, p. B12

Em meio a divergências, o G-20 deve bater o martelo sobre uma das questões mais polêmicas da reforma na regulação do sistema financeiro global: os bancos "grandes demais para falir". Uma lista de 23 instituições consta de uma proposta prévia revelada ontem pelo jornal Financial Times. A lista não inclui bancos de países emergentes, indica que o risco sistêmico é menor na Ásia e aperta o cerco sobre bancos dos EUA e da Europa.

Conforme o FT, o G-20 pretende dividir a lista de bancos que apresentam risco sistêmico em duas categorias: a de instituições importantes no cenário internacional e a das que poderiam causar problemas graves em nível nacional. Nessa segunda categoria, poderiam entrar bancos de países emergentes.

Na lista principal, que vem sendo elaborada pelo Conselho de Estabilidade Financeira (FSB), em Basileia, constariam 23 bancos. Destes, seis são americanos: Goldman Sachs, JP Morgan Chase, Morgan Stanley, Bank of America, Merril Lynch e Citigroup. Ainda na América, seria incluído o Royal Bank of Canada.

O maior peso na lista, entretanto, deve vir da Europa. No Reino Unido, HSBC, Royal Bank of Scotland (RBS) e Standard Chartered seriam supervisionados de perto. Na Suíça, entrariam UBS e Credit Suisse; na França, Société Générale e BNP Paribas; e na Itália, UniCredit e Banca Intesa. Na Alemanha, Deutsche Bank e, na Holanda, ING seriam incluídos. Finalmente, na Espanha seriam listados Santander e BBVA.

A lista se completa com os japoneses Mizuho, Sumitomo Mitsui, Nomura e Mitsubishi UFR. Os bancos não são necessariamente os maiores de seus países, mas sim aqueles que têm grande porte e, ao mesmo tempo, alto grau de conectividade com outras instituições multinacionais.