Título: Alternativas vão de sabotagem a ampla ofensiva
Autor: Sant'Anna, Lourival
Fonte: O Estado de São Paulo, 08/03/2011, Internacional, p. A8
Os responsáveis pelo planejamento das operações militares americanas avaliam as opções enquanto os EUA e outros países buscam acertar o tom de uma resposta aos ataques do Exército líbio contra os rebeldes. O secretário da Defesa, Robert Gates, e alguns dos comandantes do alto escalão alertaram para as consequências políticas de um novo ataque americano contra um país muçulmano, ainda que no contexto do apoio a uma revolta popular. Mesmo sem fazer um único disparo, uma operação relativamente passiva usando aviões de interferência eletrônica em espaço aéreo internacional poderia prejudicar a comunicação entre o governo líbio e suas unidades militares. O governo disse que os preparativos para tal operação já foram iniciados.
A mais recente força militar a chegar perto da capital líbia para atacá-la é a 26.ª Unidade Expedicionária dos Fuzileiros Navais, que se aproxima de Trípoli a bordo de dois veículos anfíbios de assalto. A unidade conta com um conjunto completo de forças aéreas, marítimas e terrestres que pode projetar seu poderio sobre centenas de quilômetros. Esta força tarefa compreende aviões Harrier, helicópteros de ataque, navios de desembarque e 400 soldados.
Se Obama optar por uma intervenção direta, ele dispõe de alternativas menos radicais do que o estabelecimento de uma "zona de exclusão aérea", descrita por Gates como cara e desgastante. Mas caso os EUA se mostrem dispostos a atacar imediatamente os aeroportos, mísseis e radares de Kadafi, isto pode ser mais simples do que o secretário sugeriu. Outra tática seria fornecer armas e suprimentos aos rebeldes por via aérea. Outras opções incluem a inserção de pequenas equipes de operações especiais para prestar assistência aos rebeldes, como foi feito no Afeganistão para derrubar o Taleban. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL