Título: Apesar das dificuldades, avançamos
Autor: Arruda, Roldão
Fonte: O Estado de São Paulo, 16/07/2012, Nacional, p. A9
O governo federal está correndo para mostrar resultados no trabalho de busca e identificação dos restos mortais dos integrantes da guerrilha. Segundo informações do advogado Sávio Andrade Filho, representante do Ministério da Defesa no Grupo de Trabalho do Araguaia (GTA), foram aprimoradas várias etapas da pesquisa. Na entrevista abaixo ele fala dos esforços do governo.
A que atribui a ausência de resultados até agora?
As buscas ocorrem numa área muito grande, com quase 7 mil km2, no sul do Pará e norte do Tocantins. Não é uma região propícia para manutenção de restos mortais, porque, além da grande incidência de chuvas, o solo é muito mineralizado. Outra dificuldade aparece nos cemitérios, que não têm registros regulares. Apesar dessas dificuldades estamos conseguindo avanços.
De que tipo?
Hoje dispomos de muito mais informações do que no início dos trabalhos. Ouvimos relatos de mais de 150 pessoas, o que é importante para orientar as escavações. Por outro lado, hoje contamos com a melhor equipe de peritos do País na área de identificação de DNA. O volume de material genético de familiares também muito maior do que no início. Quando começamos, tínhamos material de 40% das famílias. Hoje temos 90%.
Quantas expedições já foram feitas?
Variam de cinco a seis por ano.