Título: PARA PERITO, CRIME NÃO FOI TRABALHO DE PROFISSIONAL
Autor:
Fonte: O Globo, 25/02/2005, O País, p. 11
O perito Joaquim Araújo, do Instituto de Criminalística do Pará, disse que o assassinato de Dorothy Stang passa longe de um trabalho de pistoleiros profissionais. Ele classificou o crime de amadorístico, apesar do nível de violência:
¿ Foi um crime bárbaro. Ela não teve defesa. Os tiros foram à queima-roupa.
Personagens do conflito real assistiram atentos à encenação do crime. A testemunha ocular foi levada, encapuzada, para ajudar na reconstituição. O homem, que agora está sob proteção da polícia, ficou emocionado ao relembrar a cena:
¿ É um pouco difícil. Ela era uma pessoa que nos apoiava.
Gerônimo Lima Rodrigues, de 58 anos, que fez o papel de um dos pistoleiros em uma das etapas cobrou a solução do caso. E amigos de Dorothy deixavam clara sua indignação.
¿ Pensei em tudo. Se pudesse me vingar... Se visse ele, matava ¿ disse Marinês Miranda, uma das primeiras a se aproximar do corpo no dia do crime.
Amair Feijoli da Cunha, o Tato, preso sob suspeita de intermediar a execução, continua negando ter participado do crime. Mas ontem entrou em contradição ao admitir que conversou com Dorothy na véspera do crime. Inicialmente, ele negara que tivesse dialogado com ela.