Título: POLÊMICA DA DESFUSÃO DO ESTADO CHEGA À ALERJ
Autor:
Fonte: O Globo, 16/03/2005, Rio, p. 17
Seminário reúne defensores da separação dos dois estados e os que querem manter a fusão
Um novo round da polêmica em torno do movimento de desfusão do estado do Rio de Janeiro foi travado ontem na Assembléia Legislativa (Alerj). Partidários da separação do território nos estados da Guanabara e do Rio, cuja união completou 30 anos ontem, e da manutenção do mapa no desenho atual defenderam seus argumentos num seminário com a presença de políticos, empresários e historiadores.
Mesmo favorável à manutenção do atual estado, o presidente da Alerj, Jorge Picciani (PMDB), disse que a fusão trouxe muitos problemas:
¿ Em vez de dividir a riqueza, disseminou a pobreza. Mas, hoje, a máquina pública está estabelecida. Seria muito difícil uma nova estruturação.
O tucano Luiz Paulo Corrêa da Rocha defendeu que o debate seja voltado para o desenvolvimento do interior:
¿ Somos parceiros no mesmo barco, carentes de políticas públicas ¿ disse.
Organizadora do movimento Autonomia Carioca, a vereadora carioca Aspásia Camargo (PV) defendeu a convocação de um plebiscito:
¿ Nossas questões administrativas são complicadíssimas por conta do eterno bate-cabeça entre as três esferas de poder. Somos território de muitos e território de ninguém.
O vice-presidente da Firjan, Carlos Fernando Gross, disse que a fusão é irreversível:
¿ O estado tem que defender seus interesses e buscar a independência cultural e política necessária ao seu desenvolvimento.