Título: MEC ALERTA ALUNOS DO PROUNI CONTRA GOLPE NA INTERNET
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Fonte: O Globo, 22/03/2005, O País, p. 10
Em Tocantins, jovem recebeu e-mail cobrando falsa taxa de material
BRASÍLIA. O Ministério da Educação alertou ontem para os riscos de golpes praticados contra alunos selecionados para o Programa Universidade Para Todos, o ProUni. O aviso divulgado no site do programa foi feito depois que uma estudante selecionada denunciou ter sido vítima de um estelionato virtual, em Tocantins.
A estudante, que ganhou bolsa para cursar educação física no Centro Universitário Luterano de Palmas, capital do estado, contou ter pagado R$110 após receber um falso e-mail em que supostamente a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o próprio MEC estariam cobrando uma taxa para a compra de material de estudo.
Segundo o site do MEC, a aluna só descobriu o golpe ao telefonar para o ministério para saber quando receberia o material. Ela contou que depositou o dinheiro numa conta do Bradesco, numa agência em Araguaína (TO).
MEC orienta alunos a desconsiderar mensagens
De acordo com o site, a Polícia Federal já foi acionada. O MEC tornou o episódio público para alertar os selecionados pelo ProUni. No aviso, o ministério informa que não envia mensagens eletrônicas com ofertas de produtos ou serviços aos alunos.
Os estudantes são orientados a desconsiderar mensagens recebidas em nome do MEC. Denúncias de irregularidades devem ser enviadas tanto ao setor de atendimento do ministério, por meio do Fala Brasil, no telefone 0800 616161, quanto pelo endereço eletrônico prouni@mec.gov.br.
"O Ministério da Educação pôs um alerta na página oficial do ProUni na internet para que os estudantes desconsiderem mensagens recebidas em nome do MEC com ofertas de produtos ou serviços, especialmente se feitas por meio de arquivos executáveis, formulários de cadastro ou atalhos (links)", diz o site.
Banco de dados do ProUni não foi violado
A estudante, segundo o texto, contou que a mensagem recebida continha informações pessoais e orientava para clicar na página que supostamente seria do MEC. O ministério esclareceu que o banco de dados do ProUni não foi violado e que os dados pessoais podem ter sido obtidos a partir do número de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).