Título: NO SUL, DESVIO DE VERBA EM ESCOLAS FANTASMAS
Autor:
Fonte: O Globo, 31/03/2005, O País, p. 13
PORTO ALEGRE. Quatro escolas, das quais três fantasmas, podem ter sido usadas para desviar recursos do Bolsa Escola no município de Imbé (RS). A secretária municipal da Educação, Jusseni Euzébio de Oliveira, que fez a denúncia, não sabe quantos alunos estavam supostamente matriculados nessas escolas, se de fato existem e sequer se moram na cidade.
¿ Ao assumirmos, em janeiro, não encontramos qualquer informação sobre o Bolsa Escola em 2004. Havia apenas documentos relativos a 2003. Quando recebemos um pedido do MEC para enviar a freqüência escolar no último trimestre de 2004, encontramos escolas que não existem, não tiveram aprovação da prefeitura e nem mesmo foram autorizadas pelo Conselho Estadual de Educação ¿ diz ela.
Os colégios fantasmas, segundo ela, são: Escola Indígena Monte Caseiros, Instituto de Educação Professor Annes Dias, Escola Municipal Padre Amaro e Escola de Educação Especial Tia Dilma, de Tramandaí, cidade vizinha, mas que também usava o CNPJ da prefeitura de Imbé.
Uma comissão da prefeitura está visitando todos os alunos do município cujas famílias recebem Bolsa Escola, para fazer um recadastramento e verificar a procedência da ajuda.