Título: TIROS ATINGEM CARRO DE PREFEITO PETISTA EM SP
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Fonte: O Globo, 09/04/2005, O País, p. 10
Perugini, de Hortolândia, escapou ileso do ataque; polícia trabalha com hipóteses de atentado político ou assalto
SÃO PAULO. O prefeito de Hortolândia, Ângelo Perugini (PT), foi vítima de um suposto atentado político, anteontem à noite. O carro do petista, um Gol, foi atingido por três tiros, disparados por dois homens em uma moto. A moto emparelhou com o carro oficial do prefeito, entre 20h e 20h10m de quinta-feira, na Estrada da Granja, em Hortolândia. Os disparos acertaram o lado esquerdo do banco traseiro. A polícia investiga a possibilidade de Perugini ter sido vítima de um atentado.
O segurança do prefeito, que dirigia o carro, reagiu e atirou duas vezes nos homens da moto. Perugini estava no banco da frente do Gol. Os dois escaparam ilesos. O veículo não é blindado.
Delegado diz que hipótese de assalto será investigada
O delegado seccional de Americana, Paulo Jodas, afirmou que, por enquanto, também não está descartada a hipótese de assalto:
¿ Como ainda não temos respostas, qualquer uma das alternativas (assalto ou atentado) serve.
Durante o depoimento, o prefeito passou mal e precisou de atendimento médico na delegacia. Perugini não quis falar com os jornalistas.
O coordenador de comunicação da Prefeitura de Hortolândia, Josemil Rodrigues, afirmou que o prefeito não recebeu ameaças. Segundo ele, também não há projetos polêmicos sendo implantados ou desenvolvidos na cidade que possam causar algum tipo de desconforto político a ponto de motivar um atentado.
Segundo os assessores, o prefeito saiu de casa, no bairro Nossa Senhora de Fátima e ia para um centro esportivo, no Jardim Nossa Senhora Auxiliadora, quando seu carro foi atingido pelos tiros.
¿ Esse era um caminho habitual do prefeito ¿ afirmou Rodrigues.
Já o delegado informou que o prefeito não percebeu o que estava acontecendo no momento do crime. Ainda não há pistas dos suspeitos. Durante a campanha eleitoral, Perugini usou colete à provas de balas e era acompanhado por quatro seguranças. Na época, ele recebeu ameaças de morte.