Título: DOS 20 MUNICÍPIOS DE MENOR RENDA `PER CAPITA¿, 13 ESTÃO NO MARANHÃO E 4 NO PIAUÍ
Autor: Valderez Caetano e Geralda Doca
Fonte: O Globo, 22/04/2005, Economia, p. 17

Geração de riqueza nas cidades pobres vai de R$8,69 a R$28,84 por habitante

BRASÍLIA. Dos 20 municípios mais pobres do Brasil, 13 (ou 65%) estão no Maranhão, o segundo estado com pior qualidade de vida do país. Essas cidades tiveram em 2002 PIBs per capita anuais que variaram de R$8,69 (pior situação entre os 5.561 municípios do país) a R$28,84. A menor renda foi registrada na cidade de Ribamar Fiquene, com população de sete mil habitantes. Em Turiaçu, cidade maranhense de quase 35 mil habitantes, o PIB per capita foi de R$28,84.

Outros quatro municípios entre os 20 mais pobres estão no Piauí e os três restantes, em Pernambuco. Em 2002, o município de Guaribas (PI) ¿ que se tornou símbolo da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra a pobreza e a miséria e foi o primeiro a receber o programa Fome Zero ¿ tinha um PIB per capita de R$23,65.

Os números da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) mostram também que, em 2002, cerca de 40% dos mais de cinco mil municípios tinham o PIB inferior à média per capita nacional, que era de R$7.630,93. A maioria deles está localizada nas regiões Norte e Nordeste. Nessas localidades vivem 21% da população brasileira.

O mapa da CNM mostra ainda que o estado que registrou o menor PIB per capita do país em 2002 foi Roraima, que produziu, ao todo, R$1,4 bilhão em riquezas. Em seguida, aparecem Tocantins, com R$3,4 bilhões; Acre, com R$2,2 bilhões; Amapá, com R$2,07 bilhões; Piauí, com R$6 bilhões; Alagoas, com R$8,7 bilhões. Enquanto isso, a riqueza no Estado de São Paulo somou R$438,1 bilhões; no Rio de Janeiro, R$170,1 bilhões; em Minas Gerais, 125,3 bilhões; e no Rio Grande do Sul, R$104,4 bilhões.

O professor Luis Roque Klering, da Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), que participou da execução e elaboração da pesquisa, explica que as estimativas para os PIBs municipais foram feitas tendo por base, entre outros indicadores, o Valor Adicionado Fiscal dos municípios e o valor da produção estimada pelo IBGE para os estados. (Valderez Caetano)