Título: ROMERO JUCÁ NEGA TER PRESSIONADO BANCO DA AMAZÔNIA POR EMPRÉSTIMO
Autor:
Fonte: O Globo, 25/04/2005, O País, p. 4

Ministro mostra tranqüilidade em almoço de aniversário de Sarney

BRASÍLIA. O ministro da Previdência, Romero Jucá, negou ter feito pressões políticas junto ao Banco da Amazônia (Basa) para obter condições favoráveis à renegociação de dívidas da Frangonorte, empresa da qual foi sócio, e para liberar um empréstimo, conforme noticiou a revista ¿Época¿. Num almoço que comemorou os 75 anos do senador José Sarney (PMDB-AP), Jucá mostrava-se tranqüilo ao lado da mulher, a prefeita de Roraima, Tereza Jucá.

¿ Fui pessoalmente ao Basa em 1995 e um ano depois. Isso é fazer pressão? Duas vezes com um intervalo de um ano? Estou muito tranqüilo e minha resposta virá do trabalho que estamos fazendo na Previdência ¿ afirmou.

A reportagem da ¿Época¿ mostra documentos que relatam a presença de Jucá no Basa para pedir a liberação de R$750 mil, parcela de um empréstimo total de R$18 milhões, de acordo com a revista, para a Frangonorte. Sua presença teria sido registrada por gerentes do banco em 26 de agosto de 1996, quando o ministro já não era mais sócio da empresa.

Segundo a reportagem, a liberação desses recursos dependiam da saída da Frangonorte do Cadin, a lista de empresas devedoras do governo. A revista afirma ainda que o hoje ministro esteve no banco em 4 de novembro de 1997.

Desde que assumiu a pasta da Previdência, com a tarefa de solucionar a grave crise do setor, Jucá é bombardeado por denúncias. O ministro é acusado de ter apresentado como garantia ao empréstimo do Basa sete fazendas que só existiriam no papel. Jucá sustenta que o responsável pela transação foi seu ex-sócio no empreendimento.