Título: BNDES VAI FINANCIAR PLATAFORMAS
Autor: Ramona Ordoñez e Mirelle de França
Fonte: O Globo, 06/05/2005, Economia, p. 31
Petrobras receberá US$ 642 milhões para comprar bens e serviços no país
A Petrobras receberá do BNDES financiamento de US$642 milhões para a construção das plataformas P-51 (US$370 milhões) e P-54 (US$272 milhões), destinadas à produção de petróleo e gás na Bacia de Campos. Os recursos serão usados na aquisição de bens e serviços produzidos no país, elevando o índice de nacionalização dos projetos para até 70%. A estimativa é de que sejam gerados dez mil empregos diretos.
- As duas plataformas vão agregar uma produção de 360 mil barris por dia em 2007 e também vão contribuir para manter a auto-suficiência, prevista para acontecer no ano que vem - afirmou o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, ao ressaltar que o aumento do índice de nacionalização exigido pela Petrobras não prejudica a eficiência e a competitividade da empresa.
Já o presidente do BNDES, Guido Mantega, afirmou que a operação é o "coroamento de uma política industrial exitosa":
- A Petrobras, que hoje é a instituição que mais faz investimentos neste país, pode canalizar os efeitos desses investimentos para desenvolver a indústria nacional. Isso é possível porque agora se exige uma nacionalização de 65% na construção das plataformas.
Em resposta às críticas que recebeu pela queda de 3% na produção de petróleo no ano passado, o presidente da Petrobras destacou os resultados positivos deste ano. Segundo Dutra, em abril a produção nacional de petróleo atingiu a média de 1,7 milhão de barris por dia, 8,5% acima da produção do mês anterior e 16,5% maior do que a de abril de 2004.
Produção será de 1,85 milhão de barris em 2005
Ele destacou, ainda, que neste ano a companhia pretende atingir a média de 1,7 milhão de barris por dia, contra 1,49 milhão no ano passado, e conseguir um pico de 1,85 milhão no fim de 2005:
- Os números mostram que a produção nacional mudou de patamar, passando do 1,5 milhão diário para 1,7 milhão. E mostra que vamos atingir a meta da auto-suficiência no próximo ano e conseguir mantê-la de forma sustentáve