Título: PENDÊNCIAS ÁRABES E SUL-AMERICANAS
Autor: Eliane Oliveira e Renato Galeno
Fonte: O Globo, 10/05/2005, O País, p. 3

SANÇÕES À SÍRIA: Os Estados Unidos impuseram sanções econômicas e diplomáticas à Síria em 13/12/2003, sob a alegação de que o país mantinha relações com o terror, estimulando ataques terroristas e a insurgência no Iraque. No início de maio, o presidente George W. Bush renovou por mais um ano as sanções, sob protestos de Damasco. Com isso, os Estados Unidos tencionam pôr mais pressão em cima da Síria, tentando fazer que o governo de Damasco participe da luta contra o terrorismo, impedindo, por exemplo, que guerrilheiros estrangeiros usem suas fronteiras para entrar no Iraque. Washington também exige que o regime sírio pare seus esforços de desenvolver armas de destruição em massa, que os EUA acusam Damasco de tentar construir. O ministro de Finanças sírio, Mohammad Hussein, disse após a renovação das sanções que elas são ¿injustas e ilógicas¿.

ILHAS MALVINAS: As Ilhas Malvinas, reivindicadas pela Argentina, foram ocupadas no início do século XIX pela Grã-Bretanha, que as batizou de Falklands. Em 1982, a junta militar argentina tentou desviar a ira popular contra o governo invadindo as Malvinas. Em reação, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, mandou uma frota retomar as ilhas, no que ficou sendo conhecido como a Guerra das Malvinas. Londres se recusa a negociar a soberania do arquipélago e, recentemente, conseguiu da União Européia sua inclusão na área de aplicação da Constituição que vai reger a vida no bloco como área ultramarina britânica. O governo argentino protestou contra a medida.

OCUPAÇÃO DA PALESTINA: Israel ocupou a Cisjordânia e a Faixa de Gaza na Guerra dos Seis Dias em 1967 e, desde então, vem mantendo milhões de palestinos sob ocupação. Na década de 1990, negociações de paz levaram aos Acordos de Oslo em 1993 e ao estabelecimento da Autoridade Nacional Palestina (ANP), que mantém o controle sobre certas áreas dos territórios. Emperrado nas questões do retorno dos refugiados palestinos a Israel, da posse de Jerusalém e do desmantelamento das colônias judaicas nos territórios, o processo de paz degringolou em 2000, levando ao reinício da intifada. Com isso, o ex-general linha-dura Ariel Sharon foi eleito e endureceu a repressão aos palestinos. Sharon comprometeu-se a desmantelar os assentamentos judaicos em Gaza e alguns na Cisjordânia como forma de reiniciar o processo de paz, mas a ANP o acusa de manobrar para manter áreas palestinas sob controle de Israel.