Título: ACM sofre nova cirurgia para pôr marcapasso
Autor:
Fonte: O Globo, 15/10/2004, O país, p. 11

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), de 77 anos, foi submetido ontem de manhã a uma cirurgia cardíaca de pequeno porte para implantação de um cardiodesfibrilador automático com ressincronizador, uma espécie mais moderna de marcapasso. O aparelho, para o tratamento de insuficiência cardíaca crônica, foi implantado no Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas de São Paulo. À noite, segundo sua assessoria de imprensa no Senado, Antonio Carlos estava bem, conversando, ao lado de parentes e amigos. Ele chegou a receber a visita, à tarde, do tetracampeão mundial de futebol Bebeto, que é baiano.

De acordo com boletim médico divulgado pelo Incor, a cirurgia começou às 8h30m e durou duas horas. Logo após o procedimento, o senador baiano estava consciente, ¿sem auxílio de suporte respiratório¿, segundo o boletim. O tempo de recuperação hospitalar previsto para esse procedimento, ainda segundo o boletim do Incor, varia de 48 a 72 horas.

Senador chegou ao Incor no domingo, para exames

A expectativa na Bahia é de que o senador volte a Salvador a tempo de participar de um evento público marcado para a próxima quinta-feira, dia 21, com os principais líderes do PFL, em favor da candidatura do senador César Borges que concorre à prefeitura da capital baiana.

A equipe cirúrgica responsável pelo procedimento foi comandada pelo médico Roberto Costa, chefe da Unidade Cirúrgica de Estimulação Elétrica e Marcapasso, que não quis falar sobre a cirurgia. A equipe clínica que acompanha o tratamento do senador é chefiada pelo cardiologista e diretor do Incor José Antonio Ramirez.

Antonio Carlos Magalhães chegou ao Incor no último domingo, com internação programada antecipadamente para a realização de exames de rotina de avaliação cardiológica anual. Ao longo dos últimos três dias ele foi submetido a uma série de exames de diagnóstico, como análises clínicas, eletrocardiograma e ecocardiograma. Com a avaliação clínica, as aferições apontaram a necessidade de implantação do equipamento para tratar o quadro de insuficiência cardíaca, confirmado pela avaliação.

A insuficiência cardíaca crônica que exigiu a cirurgia é conseqüência do comprometimento da contração do músculo cardíaco, decorrente da evolução da sua doença cardíaca. Por causa desse mal, o senador sofreu em 1989 um infarto agudo do miocárdio. Na época ele passou por uma cirurgia de revascularização do miocárdio para a implantação de quatro pontes, duas safenas e duas mamárias, realizada também no Incor.