Título: BICOMBUSTÍVEL JÁ É O MAIS VENDIDO
Autor: Ronaldo D'Ercole e Wagner Gomes
Fonte: O Globo, 07/06/2005, Economia, p. 27

Com 49,5%, carros flexfuel superam vendas de modelos a gasolina

SÃO PAULO. Já se vendem no país mais veículos bicombustíveis do que os movidos apenas a gasolina. Segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de automóveis e comerciais leves no país com motores flexfuel representaram 49,5% do total negociado, somando 67.560 unidades. A participação dos veículos movidos apenas a gasolina chegou a 43,3% (59.168 unidades). As vendas de veículos que só usam o álcool como combustível representaram 2%, num total de 2.760 unidades. Os movidos a diesel foram 5,2% (7.049 unidades).

A participação dos bicombustíveis nas vendas cresce mês a mês. Em janeiro eles respondiam por 26,9% do total. Os flexfuel começaram a ser vendidos no país no segundo semestre de 2003.

A queda no preço do álcool beneficia quem tem carro bicombustível. O preço do litro de álcool está custando metade do da gasolina, que em muitos casos ainda vem misturada com solventes. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, o preço do álcool combustível caiu 10,51% no mês passado, enquanto o da gasolina recuou 0,94%. A gasolina é vendida com adição de 25% de álcool.

Litro do álcool caiu mais de 10% nas últimas semanas

Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) mostram que o preço médio do litro do álcool caiu 10,52% nas últimas quatro semanas. O litro custava em média R$1,14 e baixou para R$1,02 na última coleta. Dependendo do posto, o consumidor consegue pagar menos de R$1 pelo litro do combustível. Na pesquisa da ANP, é possível localizar postos cobrando R$0,76 o litro. O preço máximo é de R$1,499.

A pesquisa da ANP mostra que o preço médio do litro de gasolina na capital de São Paulo é de R$2,16.

Este ano a safra da cana-de-açúcar começou com um mês de antecedência para evitar a falta de álcool no país. Além disso, a queda do dólar acabou provocando a redução das exportações, aumentando a oferta do produto no mercado interno. (Wagner Gomes, do Globo Online)