Título: LICITAÇÃO VAI ESCOLHER CENTROS DE INFORMÁTICA
Autor: Geralda Doca
Fonte: O Globo, 22/06/2005, Economia, p. 27
Governo publica edital para selecionar sedes que oferecerão acesso à internet, cursos e atividades culturais gratuitos
BRASÍLIA. O Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) da Casa Civil lançaram ontem um edital de licitação, no valor de R$24,3 milhões, para instalar o projeto Casa Brasil - espaços onde as pessoas poderão acessar a internet, além de fazer cursos de informática e atividades culturais, gratuitamente. A proposta faz parte do programa de inclusão digital do governo, que pretende instalar 90 unidades em todo o país e beneficiar de 270 mil a 450 mil pessoas por mês.
No Estado do Rio, serão três centros na capital, um em São Gonçalo e outro em Duque de Caxias. Além de uma sala para acesso à internet, os centros terão ainda um auditório, uma sala para leitura e um posto do Banco Popular do Brasil. Os computadores serão conectados à banda larga, com a utilização de softwares livres.
Poderão participar da concorrência instituições privadas sem fins lucrativos (como Organizações Não-Governamentais), museus, universidades, prefeituras e governos estaduais. Vencerá a disputa quem apresentar o melhor plano para a instalação do projeto, o que inclui local, atividades a serem agregadas aos centros e critérios de sustentabilidade por pelo menos dois anos. O prazo para entrega das propostas termina no dia 5 de agosto, e os resultados serão divulgados no fim de setembro.
Segundo o secretário de Inclusão Social do Ministério de Ciência e Tecnologia, Rodrigo Rollemberg, a idéia do governo é iniciar a instalação dos centros ainda este ano. Assim que for divulgado o resultado, explicou ele, os recursos serão liberados do Orçamento Geral da União. No primeiro ano de funcionamento, o projeto será bancado pelo governo federal, que ficará responsável pela compra de equipamentos (20 computadores) e pelo pagamento de monitores que atenderão ao público, além de custear bolsas de estudo.
- Quem for mais articulado com o governo local vencerá a seleção, pois isso garante a sustentabilidade do projeto - explicou o secretário.
Dos 90 centros iniciais, 55 serão instalados nas capitais. As cidades com até 700 mil habitantes terão uma unidade; as que tenham de 700 mil a 1,2 milhão de habitantes, duas; e acima disso, três. Os 35 centros restantes serão distribuídos por estado.
INCLUI QUADRO: O QUE SERÁ A CASA CIVIL / OS NÚMEROS DA PRIMEIRA FASE