Título: PALOCCI PROMETE RECURSOS PARA COMBATER FOCO
Autor: Eliane Oliveira/Paulo Yafusso/Ronaldo D"Ercole/Pat
Fonte: O Globo, 11/10/2005, Economia, p. 21

Ministro diz que dinheiro será destinado à defesa sanitária na região afetada pela doença

BRASÍLIA. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, comprometeu-se a liberar todos os recursos necessários para que o Ministério da Agricultura combata o foco de febre aftosa encontrado em Mato Grosso do Sul. Palocci e o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, receberam ontem parlamentares da bancada ruralista para debater a liberação de dinheiro para defesa sanitária e para apoiar a comercialização da safra de grão, mas o novo foco da doença acabou se tornando o ponto principal da discussão.

- Esta é uma situação de urgência e, se não tomarmos medidas urgentes, as exportações de carne podem ser prejudicadas - disse o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), presidente da Comissão de Agricultura da Câmara.

Segundo ele, Palocci disse que vai atender às reivindicações do Ministério da Agricultura para contornar o problema. Entre as medidas que precisam ser adotadas estão a contratação de veterinários, o fortalecimento do controle de barreiras nas fronteiras com o Paraguai e o envio de uma missão brasileira à Organização Internacional de Epizootias (OIE).

- O ministro (Palocci) afirmou que vai fazer todos os esforços para conter a contaminação do rebanho - disse o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Câmara dos Deputados.

Recursos para defesa sanitária diminuíram, diz deputado

A intenção inicial dos parlamentares da bancada ruralista era pedir à área econômica R$60 milhões para a defesa sanitária e R$600 milhões para a comercialização da safra. Mas, após o encontro, os deputados disseram apenas que o ministro se comprometeu a ajudar a resolver o problema de Mato Grosso do Sul, sem citar valores.

Na opinião do deputado Waldemir Moka (PMDB-MS), o governo tem dado pouca atenção ao trabalho de defesa sanitária. Ele afirmou que seu estado recebeu apenas R$1,873 milhão para essa atividade entre 2003 e 2005. Já no período 1999-2002, o valor foi de R$8,145 milhões.

- Houve um retrocesso violento na liberação de recursos para a defesa sanitária - criticou o deputado Moka.