Título: OIT DIZ QUE DESEMPREGO DIMINUIU NA AMÉRICA LATINA, MAS AINDA É ALTO
Autor: Flávia Barbosa
Fonte: O Globo, 19/10/2005, Economia, p. 25
No primeiro semestre do ano, taxa recuou para 9,6% e salário subiu
BRASÍLIA. O bom desempenho econômico nos últimos três anos, a manutenção da inflação sob controle e ganhos de produtividade tiveram efeitos positivos sobre o mercado de trabalho da América Latina entre janeiro e junho deste ano. A primeira parcial do Panorama Laboral 2005 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgada ontem, aponta redução de 1,3 ponto percentual, para 9,6%, na taxa de desemprego da região na comparação com o mesmo período do ano passado. A maior geração de postos de trabalho veio acompanhada de recuperação da renda: o salário industrial médio cresceu 1,1%, enquanto o salário-mínimo subiu 5%.
O desemprego caiu em sete das nove economias para as quais há dados atualizados, embora o comportamento da renda tenha sido heterogêneo e ainda haja 18,3 milhões de desocupados na região. O diretor-geral da OIT, Javier Somavia, alerta que a taxa de desemprego ainda é alta, e também para os esforços que precisam ser feitos pelos governos para reduzir o que a entidade classifica de déficit de emprego decente na América Latina.
Este déficit tem três componentes. A participação da informalidade no mercado de trabalho ainda varia de 37,7% a 62,9% na região e a proteção social dos assalariados, como cobertura previdenciária e de saúde, está longe da ideal. O desemprego entre mulheres e jovens ¿ mais alto do que entre os homens, embora em queda este ano ¿ é outro traço de desigualdade a ser combatido.
¿ A tarefa que temos à nossa frente é enorme, mas a região está reagindo ¿ afirmou Somavia.