Título: LULA COMEMORA, EM PROGRAMA DE RÁDIO, APROVAÇÃO DA MP DE DESONERAÇÃO FISCAL
Autor: Luiza Damé
Fonte: O Globo, 01/11/2005, Economia, p. 24
Presidente afirma que pessoas não serão extorquidas ao pagar impostos
BRASÍLIA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou o programa semanal de rádio ¿Café com o presidente¿ para comemorar a aprovação da MP do Bem (a medida provisória que desonera investimentos corporativos) e detalhar as isenções fiscais que serão concedidas pelo governo. Lula disse que, mesmo com as isenções fiscais, a arrecadação no país deverá crescer, pois as pessoas pagarão impostos de forma mais justa e não serão extorquidas. O presidente destacou ainda que a política econômica do governo permite que o país cresça com inflação baixa e, no futuro, se desenvolva ainda mais de forma sustentável.
¿ Tenho falado sistematicamente, para lembrar ao povo, que a nossa economia está crescendo, as exportações estão crescendo bem. Então, nesse campo, eu acho que estamos bem, as coisas estão acontecendo. E eu estou certo de que as bases, a sustentabilidade do que estamos fazendo, vão permitir que o Brasil continue crescendo muito mais e, o que é importante, crescendo com a inflação baixa ¿ disse o presidente.
Lula também falou sobre a Cúpula das Américas, que se realizará em Mar del Plata, sexta-feira e sábado, com a participação dos países latino-americanos, Estados Unidos e Canadá. O presidente destacou que no encontro serão debatidas as experiências de cada país na área econômica, na geração de empregos e na distribuição de renda.
Isenções da MP do Bem não afetarão a arrecadação
Sobre a MP do Bem, aprovada na semana passada no Congresso, Lula destacou que a medida estimulará investimentos no país e, conseqüentemente, o desenvolvimento.
¿ E o resultado do estímulo ao investimento e ao crescimento significa o quê? Significa emprego, mais salário e melhor condição de vida para o trabalhador brasileiro ¿ disse.
Para Lula, as isenções fiscais da MP do Bem não vão reduzir a arrecadação de impostos:
¿ Quando a gente toma a atitude que tomamos para reduzir impostos, temos a certeza de que a arrecadação vai continuar crescendo na medida em que as pessoas vão poder pagar de forma mais justa, sem ser extorquidas. Obviamente não podemos fazer tudo de uma vez, mas o que temos consciência é que o Brasil tem de ser dotado de mecanismo tributário que faça justiça social.
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