Título: FEBRABAN: `SPREAD¿ NÃO ACOMPANHA ALTA DO JURO
Autor:
Fonte: O Globo, 13/12/2005, Economia, p. 23

Pesquisa foi feita com 11 bancos

A forte alta dos juros ¿ a taxa básica Selic saiu de 16% ao ano em meados do ano passado para 19,75% em maio deste ano ¿ não significou um aumento no spread bancário, que é a diferença entre o custo de captação do banco e o cobrado dos clientes nos empréstimos. Essa é a conclusão de um estudo encomendado pela Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) à Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi).

O levantamento, feito com 11 bancos responsáveis por 75,8% dos ativos totais do setor no Brasil, mostrou que, no primeiro semestre deste ano, de cada cem reais que as instituições cobraram em juros dos clientes, os bancos ficaram com R$8,10. O restante, segundo o estudo, foi usado para despesas operacionais e pagamentos de impostos, entre outros. O estudo considerou não apenas as taxas cobradas no cheque especial e CDB, como é o costume em cálculos de spread bancário. Também foram levados em consideração créditos rurais e para a habitação, por exemplo.

¿ O estudo comprova que, ao contrário do que se imagina, o juro alto não tem gerado um spread maior ¿ diz o professor Alexandre Assaf, um dos coordenadores do trabalho.