Título: GAROTINHO DIZ QUE SÓ CONCORRE SE FOR À PRESIDÊNCIA
Autor: Maia Menezes
Fonte: O Globo, 23/12/2005, O País, p. 8
Ex-governador afirma que não disputará outro cargo em 2006
Pré-candidato do PMDB à Presidência da República, o secretário estadual de Governo, Anthony Garotinho, disse ontem que não concorrerá a cargo algum em 2006 caso perca as prévias do PMDB que escolherão o candidato à Presidência, marcadas para o começo de março.
A decisão foi anunciada ontem por Garotinho, durante a última reunião do ano do secretariado da governadora Rosinha Garotinho, no Quartel-General da Polícia Militar, no Centro do Rio. Garotinho, que chegou a cogitar a possibilidade de ser candidato a deputado federal ou ao Senado, agora afirma que vai apostar todas as fichas na pré-candidatura a presidente.
Rosinha diz que ficará até o fim do mandato
A governadora, na mesma reunião, avisou a seus colaboradores e subordinados que permanecerá no cargo até o fim do mandato, desistindo da possibilidade de se candidatar ao Senado. A permanência de Rosinha no governo abre espaço para outra alternativa no xadrez político do casal. Apesar de dizer que não tem um plano B, Garotinho trabalha com a possibilidade de ser candidato a vice-presidente numa chapa de oposição ao governo Lula. Rosinha só precisaria deixar o governo se Garotinho fosse candidato a deputado ou a senador.
A maior preocupação de Garotinho hoje é evitar uma operação da ala governista do partido, que é contra a candidatura do ex-governador, para adiar as prévias ou mesmo suspendê-las. A escolha, assim, seria feita em uma convenção partidária. Garotinho admitiu há duas semanas a possibilidade de compor chapa com o governador gaúcho Germano Rigotto para disputar a Presidência. Ele seria vice de Rigotto.
Advogados da governadora, segundo sua assessoria, fizeram consultas informais ao Tribunal Superior eleitoral (TSE) e estão convencidos de que Rosinha pode ser candidata à reeleição. No entanto, para alguns juristas ela não poderia ser candidata porque seu mandato é considerado uma espécie de reeleição do ex-governador Garotinho, seu marido.
O prazo dado pela governadora para que seus secretários deixem os cargos foi ampliado na reunião. Em vez de dezembro, janeiro. A orientação de Rosinha é para que eles saiam aos poucos dos cargos. Garotinho também deixará o governo em janeiro. Ao todo, 12 secretários são candidatos a vagas na Câmara dos Deputados ou na Assembléia Legislativa do Rio.
Na reunião de ontem, que reuniu secretários e subsecretários de estado, Rosinha fez também um balanço de seu penúltimo ano no governo.