Título: RISCO-BRASIL CAI AO MENOR NÍVEL DA HISTÓRIA. BOVESPA BATE NOVO RECORDE
Autor: Vagner Ricardo
Fonte: O Globo, 25/01/2006, Economia, p. 21

Dólar fecha a R$2,244, cotação mais baixa desde 8 de dezembro de 2005

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em alta, e o risco-Brasil, em queda, atingiram ontem as melhores marcas de sua história. Influenciada pelo desempenho positivo das bolsas americanas, a Bovespa subiu 2,1%, alcançando inéditos 37.399 pontos.

Já o risco, calculado pelo banco americano JP Morgan com base na cotação de uma cesta de títulos brasileiros negociados no exterior, caiu 2,17%, para o recorde de 271 pontos centesimais. Quanto mais baixa a taxa, melhor para o país. O recuo do risco aumenta a perspectiva de ingresso de recursos estrangeiros no Brasil e barateia os custos de captação das empresas no mercado externo.

- Sem os sustos causados na semana passada pela volatilidade do petróleo ou alguns resultados corporativos, que vieram abaixo do esperado, volta a prevalecer o consenso de crescimento global das economias este ano. E, nesse quadro, os investidores voltam a atenção para ações e títulos de países emergentes, o que favorece o desempenho do mercado brasileiro - resumiu o economista Alexandre Sant'Ana, da Arx Capital.

Nesse quadro otimista, o dólar caiu 0,62%, negociado a R$2,244. Foi a terceira queda seguida da moeda, que atingiu a menor cotação desde 8 de dezembro de 2005. O BC realizou leilão de 4.250 contratos de swap cambial (com os quais se torna comprador de dólares no mercado futuro), em vez dos 8,8 mil, em média, que vinha leiloando desde novembro até a última quinta-feira. A queda da divisa nos últimos três dias está sendo atribuída a essa redução na atuação. No mercado à vista, a autoridade monetária também fez um leilão de compra de moeda por R$ 2,241.

Na Bolsa, os papéis da Petrobras foram os mais negociados - respondendo por 11,74% do giro financeiro - por causa da perspectiva de ganhos com a alta do barril do petróleo no mercado internacional.