Título: INFLAÇÃO PELO IGP-10 CAI PARA 0,42%
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Fonte: O Globo, 19/01/2005, Economia, p. 22
A valorização do real nas últimas semanas, a queda nos preços internacionais do petróleo e o recuo nas cotações das principais commodities fizeram a inflação medida pelo Índice Geral de Preços 10 (IGP-10) recuar para 0,42% em janeiro, contra 0,77% em dezembro.
O índice ¿ que usa a mesma metodologia do IGP-DI e do IGP-M, com diferença apenas no período de coleta, entre os dias 10 de cada mês ¿ foi influenciado por uma menor alta nos preços do atacado, responsáveis por 60% de sua composição, e que subiram somente 0,27% agora, bem abaixo do 0,88% do mês passado.
Os preços ao consumidor, que têm peso de 30% no IGP-10, tiveram alta maior em janeiro, de 0,74%, contra 0,48% em dezembro. As maiores pressões foram em alimentos (os preços de hortaliças e legumes subiram 2,60%, por causa do clima quente e das chuvas de verão) e em educação, com alta de 1,30%, devido ao reajuste de mensalidades escolares. Os custos da construção civil, que respondem por 10% do IGP-DI, saíram de uma alta de 0,72% em dezembro para 0,70% agora.
¿ Estamos entrando numa fase talvez mais duradoura de preços mais baixos, graças ao câmbio e ao recuo das commodities ¿ disse Salomão Quadros, da FGV.
Dólar sobe 0,66% e bolsa tem queda de 1,74%
Ontem, o dólar comercial subiu 0,66% e terminou o dia cotado a R$2,719, influenciado pela volatilidade nos preços do petróleo, pela proximidade do vencimento de dívidas públicas cambiais e pela apreciação da moeda americana no mercado mundial. Na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) sobre os novos juros básicos da economia, as taxas futuras subiram no mercado interbancário. A taxa do DI de janeiro de 2006, o mais negociado ontem, fechou a 18,43% anuais, frente aos 18,36% anteriores.
Os analistas do mercado projetam que o Copom elevará em meio ponto percentual a taxa Selic, hoje em 17,75% ao ano. A expectativa de alta nos juros afetou os negócios na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que fechou em queda de 1,74%. O risco-Brasil subiu 1,38%, fechando em 440 pontos centesimais.