Título: EXÉRCITO INVESTIGA FURTO DE UM FUZIL NO PLANALTO
Autor:
Fonte: O Globo, 20/01/2005, O País, p. 9
O Exército está investigando o furto de um fuzil usado por integrantes do 1º. Regimento de Cavalaria de Guardas, os Dragões da Independência, que fazem a segurança externa do Palácio do Planalto. A suspeita é de que o fuzil, do tipo FAL calibre 7.62, tenha sido furtado do posto de apoio do Exército, localizado num prédio anexo do Planalto, atrás do edifício principal, no último fim de semana.
A assessoria do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou que mudanças no esquema de segurança do Palácio, se necessárias, só serão feitas depois de concluído o Inquérito Policial Militar (IPM) aberto pelo Exército, que contará com ajuda da Polícia Federal.
O Corpo da Guarda, onde ficam os militares responsáveis pela vigilância externa do Palácio, não tem segurança reforçada. É um prédio baixo, com vidros na parte da frente, localizado no final de um gramado, sem cerca. Uma parte do prédio é usada pelos militares e outra pelos seguranças do Planalto. Segundo o Exército, este foi o primeiro registro de furto de armamento no Palácio do Planalto.
Armas roubadas são vendidas para criminosos
O fuzil, fabricado no Brasil e usado para combate, desapareceu entre a noite de sábado e a manhã de domingo. Na conferência de sábado à noite, havia 30 fuzis. Na de domingo, verificou-se a falta de uma arma. O prazo das investigações é de 40 dias, prorrogáveis por mais 20. A Polícia Militar do Distrito Federal também colabora nas investigações.
O primeiro passo do inquérito foi o depoimento dos 48 militares que estavam de plantão no fim de semana. Concluído, o inquérito será encaminhado à Justiça Militar.
No total, o 1º Regimento de Cavalaria de Guardas tem 700 fuzis semelhantes ao furtado, e o Exército, 120 mil. Nos últimos seis anos foram furtados 118 fuzis do Exército e recuperados 109. Segundo fontes do Exército, essas armas são roubadas e vendidas para o crime organizado. Em 2003, três militares se envolveram em desvio de armas e, no ano passado, 14. A punição para o crime é expulsão do Exército e seis anos de reclusão.