Título: PPS anuncia saída de Ciro da vice-presidência
Autor: Gerson Camarotti
Fonte: O Globo, 02/02/2005, O País, p. 9

O PPS anunciou ontem o desligamento do partido do ministro da Integração Nacional, Ciro Gomes, e de sua ex-mulher, a senadora Patrícia Saboya Gomes (CE), vice-líder do governo no Senado. Eles foram punidos por desobedecer a uma decisão do partido, de 11 de dezembro, determinando que os militantes e dirigentes da sigla entregassem até anteontem os cargos no governo. Ciro perdeu o cargo de vice-presidente nacional do PPS e Patrícia deixou de integrar a executiva nacional.

O caso deve ser encaminhado ao conselho de ética do PPS. Não está afastada a possibilidade de expulsão dos dois.

Presidente da Funai já havia pedido licença do partido

Somente Ciro e Patrícia foram punidos pela direção do PPS. Outros integrantes do partido que ocupam cargo no governo já estavam licenciados da legenda. É o caso, segundo o PPS, do presidente da Funai, Mércio Pereira Gomes; do secretário de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Crescêncio Antunes; do diretor-geral da Adene (Agência de Desenvolvimento do Nordeste), José Zenóbio Vasconcelos; e do diretor de engenharia da Codevasf, Clementino Coelho. Eles pediram licença do PPS e ficarão desligados das funções partidárias enquanto permanecerem no governo.

Ciro disse que recebeu com perplexidade a decisão e afirmou que continuará no PPS:

¿ Fiquei chocado com a violência da nota do PPS. O meu mandato, como o de Roberto Freire (presidente do PPS), tem a mesma origem: a deliberação do partido em congresso nacional. Só essa instância pode me retirar do cargo de vice-presidente do PPS. Vou ficar e continuar lutando por minhas posições no partido.