Título: INDENIZAÇÃO POR MORTE DE SOLDADOS VAI AUMENTAR
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Fonte: O Globo, 02/02/2005, O mundo, p. 30

Sob pressão do Congresso, o Pentágono anunciou que planeja aumentar em quase US$250 mil o valor de indenizações pagas a famílias de soldados americanos mortos em zonas de combate. Com isso, as famílias passariam a receber o dobro, US$500 mil, quantia que incluiria pagamentos imediatos do governo e seguro de vida.

Funcionários da Defesa pediram que o aumento seja retroativo a outubro de 2001, para incluir parentes de soldados mortos no Afeganistão.

¿ O aumento é um reconhecimento de que em certas áreas de compensação de benefícios, os pacotes de apoio a sobreviventes não têm sido atualizados ¿ disse Bryan Whitman, porta-voz do Pentágono.

A iniciativa é resultado de um amplo esforço do Congresso para corrigir o que alguns deputados têm considerado uma compensação irrisória a parentes de soldados mortos em combate. A preocupação política reflete um crescente sofrimento público com as mortes, os ferimentos e as longas horas de serviço de militares americanos no Iraque.

Gasto adicional chegaria a US$280 milhões

Tanto republicanos como democratas propuseram o aumento das indenizações. Segundo o plano do Pentágono, um pagamento único e livre de impostos a parentes de soldados mortos no comprimento do dever passaria de US$12.420 para US$100 mil. O governo também aumentaria o limite do seguro de vida de US$150 mil para US$400 mil.

Segundo o Departamento de Defesa, até segunda-feira passada 1.415 americanos haviam morrido no Iraque e 156 no Afeganistão e em outros lugares onde os EUA têm combatido o terrorismo. O custo adicional com a indenização de parentes de militares mortos seria de US$280 milhões, de acordo com o Pentágono.

¿ Não há preço que se possa pagar pela vida humana, nem quantidade de dinheiro que possa compensar a perda de um ente querido. Mas podemos tornar as circunstâncias financeiras de uma família mais suportáveis ¿ disse Whitman.

O plano deverá ser enviado ao Congresso para aprovação semana que vem, como parte do pedido de orçamento do presidente George W. Bush para 2006. O senador democrata Carl Levin, da Comissão de Serviços Armados, disse que o dinheiro deveria ser destinado ¿a todos os membros das Forças Armadas que morreram em serviço¿, e não apenas àqueles que morreram em zonas de combate.