Título: PLANO DE AUTONOMIA DOS BASCOS É REJEITADO
Autor: Priscila Guilayn
Fonte: O Globo, 02/02/2005, O Mundo, p. 31

O ano de 2005, para a Espanha, será marcado pelas discussões políticas, e a organização territorial espanhola não só está em pauta como se transformou na grande polêmica nacional. O presidente do País Basco, Juan José Ibarretxe, foi ontem ao Parlamento espanhol, em Madri, propor maior independência para a sua região. O plano foi amplamente rejeitado no Parlamento espanhol, mas abriu uma profunda discussão.

Ibarretxe quer negociar um projeto de ¿livre associação¿, uma proposta que prevê um grande aumento da autonomia, a tal ponto que o poder de Madri se resumiria, praticamente, à área de defesa. Segundo uma pesquisa, no País Basco o plano é apoiado por 39% dos cidadãos, enquanto no resto da Espanha só 7,8% defendem o projeto.

Zapatero adotou um tom conciliador, falando num novo projeto para o País Basco e a Espanha, mas deixou claro que certo que a proposta seria rejeitada ontem à noite. E foi. Dos 344 membros do Parlamento, 313 votaram contra o plano.

¿ Espero que aceite, senhor Ibarretxe, que o ¿não¿ que hoje votamos é o ¿sim¿ a uma nova realidade ¿ disse Zapatero. ¿ Se vivemos juntos, juntos devemos decidir.

O Partido Socialista, no governo, e o Partido Popular, de oposição, se opõem ao plano. A Proposta de Estatuto Político da Comunidade de Euskadi, conhecida como Plano Ibarretxe, foi aprovada no Parlamento basco em dezembro graças ao voto de três deputados do braço político do grupo armado ETA, a Sozialista Aberzaleak, herdeira do proscrito Batasuna.