Título: INQUÉRITO SOBRE DOADORES DO PMDB SERÁ SIGILOSO
Autor: Jailton de Carvalho
Fonte: O Globo, 17/05/2006, O País, p. 18
Justiça proíbe que dados de investigação da PF sejam divulgados
A Justiça Federal determinou sigilo nas investigações da Polícia Federal sobre as empresas que fizeram doações à pré-campanha do ex-governador Anthony Garotinho (PMDB) à Presidência. As informações sobre o inquérito, aberto no dia 27 de abril a pedido do Ministério Público Federal, não poderão ser divulgadas por determinação da juíza Ana Paula Vieira de Carvalho, da 6 ª Vara Criminal Federal. O inquérito trata de suspeita de falsidade ideológica das empresas. A assessoria da Justiça Federal não informou se a decisão foi tomada com base em um pedido da PF e também não esclareceu o que teria motivado a decretação do sigilo.
As empresas investigadas são a Virtual Line, a Emprin e a Inconsul, que, de acordo com reportagem publicada pelo GLOBO em abril, não funcionam ou não prestam serviço nos locais declarados ao PMDB, à Receita Federal e ao Ministério da Previdência. As três teriam sede em Rio Bonito, na Região Metropolitana do Rio, e doaram juntas R$400 mil ao partido. Há suspeitas de uso de ¿laranjas¿ em todas elas. Depois que vieram à tona as suspeitas, Garotinho anunciou que devolveria o dinheiro.
As três empresas têm como sócios empresários associados a três ONGs que receberam recursos do governo do estado. A conexão do estado e do PMDB com as empresas, no entanto, não é alvo da investigação em curso na PF.