Título: PPS APÓIA ALCKMIN, MAS INFORMALMENTE
Autor: Cláudia Lamego
Fonte: O Globo, 20/06/2006, O País, p. 8
Por aclamação, o PPS decidiu ontem apoiar o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, mas sem se coligar com os tucanos. O PPS optou por liberar os diretórios estaduais para fazer alianças locais com outros partidos e por isso escolheu uma aliança informal com os tucanos. A decisão foi tomada em convenção ontem, no Centro do Rio.
Ao anunciar a decisão, o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (PE), afirmou que o partido terá participação efetiva na campanha de Alckmin, mas ¿tentando corrigir rumos¿. Freire disse acreditar que o tucano pode mudar a política econômica do país. O PPS apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, criticando o que classificava de política neoliberal do PSDB.
¿ Imaginávamos que Lula faria a mudança. Mas ele deu continuidade de maneira ainda mais perversa. A questão é que a política econômica de Alckmin não é a que governou o país por oito anos na gestão Fernando Henrique ¿ afirmou Freire.
A aliança formalizada ontem na convenção do PPS fluminense, que levou o PFL a apoiar a candidatura da deputada federal Denise Frossard ao governo, se repete apenas no Mato Grosso, onde os dois partidos também vão se coligar. A chapa no Rio tem ainda o ex-secretário Alfredo Sirkis (PV), como candidato ao Senado.
Os dirigentes do PFL que foram à convenção do PPS atacaram o presidente Lula:
¿ Estamos diante de um governo mais corrupto do que o do Fernando Collor ¿ disse o líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia.
Na convenção, o humorista Bussunda foi homenageado com um minuto de silêncio. Freire lembrou que ele foi militante do extinto PCB.