Título: GENOINO SAI ÀS RUAS, MAS QUASE SE ESCONDE
Autor: Ricardo Galhardo
Fonte: O Globo, 08/07/2006, O País, p. 10
Rapaz hostiliza petistas durante ato de campanha de Mercadante em São Paulo por causa dos mensaleiros
SÃO PAULO. Os deputados envolvidos no escândalo do mensalão ficaram de fora do primeiro evento de campanha do senador Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo na capital paulista. A ausência, porém, não impediu que eles tivessem destaque durante o evento. Quando a ¿Caminhada rumo à vitória¿ passou pelo Largo São Francisco, no Centro da cidade, um rapaz provocou os petistas com alusões ao mensalão. Três participantes da passeata correram atrás do rapaz, mas não conseguiram alcançá-lo.
¿Não sou mais notícia¿, afirma Genoino
Dos protagonistas do escândalo, apenas o ex-presidente do PT José Genoino, que tenta voltar à Câmara, estava presente. Mesmo assim, evitou se expor e ficou no meio dos militantes. Não subiu ao palanque nem participou da comissão de frente da caminhada que foi do Teatro Municipal até a Praça da Sé e reuniu 1.200 pessoas, segundo a Polícia Militar, ou 5 mil, de acordo com os organizadores.
¿ Não sou mais notícia. Não tenho nada a dizer¿ esquivou-se Genoino ao ser abordado por jornalistas.
José Mentor, João Paulo Cunha e Professor Luizinho, que sacaram dinheiro do valerioduto e foram absolvidos pela Câmara; Ângela Guadagnin, a sambista da pizza, e o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, todos candidatos a deputado federal, não apareceram.
¿ É uma coincidência. Eles estão em atividades e têm suas próprias agendas¿ justificou o presidente estadual do PT, Paulo Frateschi.
O presidente do PT, Ricardo Berzoini, presente ao evento, defendeu que os envolvidos aproveitem a campanha para fazer a própria defesa:
¿Tenho dito para todos os candidatos que tiveram qualquer tipo de problema neste processo para assumirem com tranquilidade a candidatura e discutirem com o povo.
As críticas à gestão tucana da segurança pública deram o tom dos discursos no palanque. Mercadante, Berzoini e o senador Eduardo Suplicy exploraram os assassinatos de agentes penitenciários dos últimos dias e o fato de centenas de presos da cadeia de Araraquara estarem confinados num pátio desde o início da semana.
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