Título: INDÚSTRIA AVANÇA EM 12 DE 14 ÁREAS DO PAÍS, MAS RIO FICA ABAIXO DA MÉDIA
Autor: Fabiana Ribeiro
Fonte: O Globo, 12/07/2006, Economia, p. 26
Em maio, produção subiu 4,3% no Rio, enquanto setor paulista cresceu 6,7%
A atividade industrial deu sinais de retomada em maio, mostrou a Pesquisa Industrial Regional, divulgada ontem pelo IBGE. Das 14 regiões analisadas pela instituição, 12 registraram avanços na produção em maio frente a igual período de 2005. Delas, nove tiveram resultado acima da média nacional (4,8%). É o caso de Pará (17,9%), Goiás (9,3%) e São Paulo (6,7%). O Rio de Janeiro, no entanto, ficou abaixo da média, apesar da alta de 4,3%. O resultado da indústria fluminense foi puxado pelos segmentos extrativo (1,6%) e de transformação (5%).
- A pesquisa revelou que o setor cresce de forma generalizada no país. E reflete ainda que a atividade industrial está em fase de retomada. No caso do Rio de Janeiro, a base de 2005 é alta e é o que explica sua posição abaixo da média - disse o economista André Macedo, do IBGE.
No acumulado do ano, maior taxa de expansão é do Pará
No acumulado do ano, 11 das 14 áreas expandiram sua produção em maio. A maior taxa foi registrada também no Pará (13,2%), graças ao avanço da indústria extrativa (20,4%). Outros destaques foram Ceará (7,2%), Bahia (6,3%) e Minas Gerais (5,8%). O Rio, por sua vez, acumula alta de 3,9% - acima dos 3,3% da média nacional. Em 12 meses, a indústria fluminense variou 2,8%. Também nessa mesma base de comparação, o estado fica acima da média da indústria (2,6%).
Segundo Macedo, o desempenho da indústria indica uma evolução no mercado interno. O que é resultado de um conjunto de fatores:
- A indústria se favorece com a oferta de crédito para o consumo, do incremento da massa salarial e da inflação sob controle, que traz um ganho real de renda ao consumidor - explicou ele.
Para Iedi, avanço do setor depende da queda de juros
Na avaliação do Instituto dos Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), a tendência é de aceleração da produção industrial. Para a instituição, o avanço do setor depende ainda da continuidade da política de redução dos juros, da manutenção do crescimento da massa de rendimentos e dos programas de complementação de renda do governo federal.