Título: PRESO AUTOR DE ATENTADO CONTRA ÔNIBUS
Autor: Adauri Antunes Barbosa
Fonte: O Globo, 15/07/2006, O País, p. 8
Homem confessa participação em incêndio que feriu 2 na Vila Madalena
SÃO PAULO. A Polícia Civil prendeu ontem um homem suspeito de queimar um ônibus na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo, num atentado que deixou duas mulheres gravemente feridas com queimaduras e dois carros destruídos. Segundo a polícia, Fábio Antônio Silva dos Santos, 24 anos, foi reconhecido pelo motorista e pelo cobrador como um dos três homens que incendiaram o veículo.
Segundo a polícia, Santos admitiu participação no atentado e forneceu os nomes dos comparsas: Felipe e Alexandre. Ele não disse qual foi a motivação do crime. Santos já havia sido preso por furto e sua casa fica em uma rua próxima ao bairro.
Investigadores da 3ª Delegacia Seccional chegaram ao nome do suspeito no mesmo dia do ataque, na quarta-feira. Uma denúncia anônima ajudou a reforçar os indícios contra ele. Santos foi preso por volta das 16h de anteontem, quando caminhava pela Rua Padre João Gonçalves, perto do local em que o ônibus foi incendiado.
O ataque aconteceu no fim da noite de quarta, provocando o fechamento de bares da região, que costumam ficar abertos até a madrugada.
Presos os responsáveis por ataque à Câmara de Juquitiba
Ontem, a polícia também prendeu a quadrilha responsável por atacar a Câmara Municipal de Juquitiba com dinamite no fim da noite de quarta-feira. O plano dos suspeitos era atacar a delegacia da cidade. O chefe da quadrilha, Anderson Fernandes, o Bodão, havia sido preso na quinta-feira, a partir de informações de testemunhas da ação.
Ontem, foram capturados Eduardo Gomes de Souza, de 19 anos, que tinha passagem pela polícia por receptação; Clóvis Antônio de Moraes Hemmel, de 21, com antecedente de furto; Elton Marçal, de 20; Jimmy Mendonça dos Santos, de 20; e dois adolescentes armados.
De acordo com o delegado Erasmo Pedroso Filho, da delegacia seccional de Taboão da Serra, os bandidos receberam, pelo telefone celular, ordens de chefes da principal facção criminosa do estado para atacar uma repartição pública na cidade. O primeiro alvo escolhido foi a delegacia, mas a quadrilha acabou optando por um alvo desprotegido, pois a Câmara não era vigiada por guardas municipais.
Os criminosos não revelaram onde obtiveram a dinamite usada no atentado. A explosão destruiu a recepção, o plenário e sua entrada, a sala de som, o telhado e o forro do teto, que despencaram. Bodão, o chefe da quadrilha, já havia cumprido pena no sistema prisional por tráfico de entorpecentes.