Título: Paralisação e prejuízos em Haifa
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Fonte: O Globo, 18/07/2006, O Mundo, p. 29

HAIFA, Israel. A chuva de foguetes do Hezbollah que matou oito pessoas no domingo transformou a terceira maior metrópole israelense numa cidade fantasma. Haifa ficou ontem completamente paralisada, após o Exército recomendar à população que permanecesse nos refúgios e não se arriscasse a sair à rua para trabalhar.

Nas ruas do maior centro industrial israelense, apenas carros de polícia passavam para fazer os mais ousados voltarem para casa e tirar taxistas que desafiavam a recomendação do Exército. O número de indústrias paralisadas passa de 300, o porto ¿ o principal do país ¿ foi fechado, lojas e cafés ficaram de portas baixadas ou desertos na cidade de 270 mil habitantes. O impacto dos mísseis e a conseqüente paralisação do principal centro industrial do país provoca grandes prejuízos para Israel.

Na cidade funcionam desde a sede central da empresa de eletricidade do país até uma refinaria, além de indústrias petroquímicas. Mas o prejuízo maior vem da paralisação total do porto, de onde anteontem foram retiradas as embarcações, enquanto a maior parte das atividades portuárias foi transferida para Ashdod, ao sul de Tel Aviv.

Mesmo em momentos em que a cidade não era alvo de ataque, o melancólico som das sirenes anti-áreas era uma lembrança do estado de guerra. Alguns moradores desafiavam o perigo.

¿ Não tenho medo. Lutei em todas as guerras, na Síria, no Líbano e no Sinai ¿ contou Tzvika Gottesman, que insistiu em sair de casa.